Dando continuidade ao nosso processo de criação de nosso movimento cultural sugiro, como segundo passo, que olhemos para a IDEOLOGIA de nosso sistema econômico social.
Para isso estão abaixo uma definição de CULTURA do historiador Martim Cezar Feijó; uma metáfora utilizada para definir nosso modelo de civilização por Ray Anderson (no documentário A Corporação) e, por fim, o documentário francês de Jean-François Brient em versões dublada e legendada.
Levem uma questão sobre o assunto abordado para nossa aula de 30 de abril, terça feira.
Carlos Amaral.
CULTURA
Por Cultura entenda-se
“toda a produção ou manifestação voluntária, individual ou coletiva, que
vise com sua comunicação à ampliação do conhecimento (racional e/ou sensível)
através de uma elaboração artística, de um pensamento ou de uma pesquisa
científica”. Em complemento: “são
culturais as obras da inteligência ou da sensibilidade humana objetivando
interferir na realidade, mesmo que seja através de uma descoberta num
laboratório, ou até de uma música.” (FEIJÓ, 1983, página 8).
DOCUMENTÁRIO - DA SERVIDÃO MODERNA (Jean-François Brient)
Legendado: http://www.youtube.com/watch?v=xAVYFYMFAag
METÁFORA DO VÔO.
“Desenhando
a metáfora das primeiras tentativas de vôo. O homem saltando de um penhasco em
seu avião batendo as asas, o sujeito batendo as asas. O vento no rosto. O tolo pensa que está voando mas está caindo. Ele
ainda não sabe porque o solo está longe mas o avião vai se espatifar. Assim é a
nossa civilização. O penhasco alto representa nossos recursos aparentemente
ilimitados do início da nossa jornada. O avião não voa porque não foi
construído segundo as leis da aerodinâmica. Está sujeito à lei da gravidade.
Nossa civilização não voa porque não foi construída segundo as leis da aerodinâmica
para civilizações voarem. E o solo ainda está longe, mas alguns já viram antes
dos demais o chão se aproximar. Os visionários viram isso e nos contaram. Não
há um único documento científico escrito nos últimos 25 anos que contradiga
este cenário (...) Estamos deixando um terrível legado de veneno e ruína do
ambiente para os netos de nossos netos, gerações ainda não nascidas. Alguns
chamam isso de tirania intergeracional, uma forma de imposto sem representação
arrecadado de gerações futuras. É a coisa errada a fazer.” (Ray Anderson em A
Corporação. 2003, 38’:40’’).
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