quinta-feira, 18 de abril de 2013

Da Servidão Moderna - DOCUMENTÁRIO

Queridos alunos,

Dando continuidade ao nosso processo de criação de nosso movimento cultural sugiro, como segundo passo, que olhemos para a IDEOLOGIA de nosso sistema econômico social.

Para isso estão abaixo uma definição de CULTURA do historiador Martim Cezar Feijó; uma metáfora utilizada para definir nosso modelo de civilização por Ray Anderson (no documentário A Corporação) e, por fim, o documentário  francês de Jean-François Brient em versões dublada e legendada.

Levem uma questão sobre o assunto abordado para nossa aula de 30 de abril, terça feira.

Carlos Amaral.


CULTURA


Por Cultura entenda-se

toda a produção ou manifestação voluntária, individual ou coletiva, que vise com sua comunicação à ampliação do conhecimento (racional e/ou sensível) através de uma elaboração artística, de um pensamento ou de uma pesquisa científica”. Em complemento: “são culturais as obras da inteligência ou da sensibilidade humana objetivando interferir na realidade, mesmo que seja através de uma descoberta num laboratório, ou até de uma música.” (FEIJÓ, 1983, página 8).


DOCUMENTÁRIO - DA SERVIDÃO MODERNA (Jean-François Brient)





METÁFORA DO VÔO.



                                    Desenhando a metáfora das primeiras tentativas de vôo. O homem saltando de um penhasco em seu avião batendo as asas, o sujeito batendo as asas. O vento no rosto. O tolo pensa que está voando mas está caindo. Ele ainda não sabe porque o solo está longe mas o avião vai se espatifar. Assim é a nossa civilização. O penhasco alto representa nossos recursos aparentemente ilimitados do início da nossa jornada. O avião não voa porque não foi construído segundo as leis da aerodinâmica. Está sujeito à lei da gravidade. Nossa civilização não voa porque não foi construída segundo as leis da aerodinâmica para civilizações voarem. E o solo ainda está longe, mas alguns já viram antes dos demais o chão se aproximar. Os visionários viram isso e nos contaram. Não há um único documento científico escrito nos últimos 25 anos que contradiga este cenário (...) Estamos deixando um terrível legado de veneno e ruína do ambiente para os netos de nossos netos, gerações ainda não nascidas. Alguns chamam isso de tirania intergeracional, uma forma de imposto sem representação arrecadado de gerações futuras. É a coisa errada a fazer.” (Ray Anderson em A Corporação. 2003, 38’:40’’).






                                            





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