Eu comecei a gostar da
Legião Urbana, porque meu pai escuta e gosta muito, e eu comecei a gostar muito
e a escutar também. A primeira música que eu escutei deles foi “Eduardo e
Mônica”, quando eu era bem pequenininha: meu pai estava cantando no Karaokê,
numa festa e eu achei legal. Mas só
agora é que eu comecei a me apaixonar mesmo pelas músicas e principalmente pela
voz do Renato Russo.
Biografia
(por Bruno
Maia):
“E nossa história não estará
pelo avesso assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver.
Temos muito ainda por fazer,
não olhe pra trás.
Apenas começamos”.
pelo avesso assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver.
Temos muito ainda por fazer,
não olhe pra trás.
Apenas começamos”.
trecho de
"Metal Contra as Nuvens"
Renato
Russo gostava de uma história. Gostava de contá-las, de pintar a vida através
de narrativas. Sua especialidade eram as canções. Ele sabia que a todo instante
o nosso futuro recomeça e, assim, as histórias, quando são boas, nunca têm um
fim. A Legião Urbana é
uma delas. Uma história que precisou de dois amigos fiéis para ser escrita a
seis mãos: Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Como as grandes histórias podem
ser contadas de diversas formas, dependendo de quem as conta, a da Legião Urbana também. Uma delas é
assim.
Vindos de
uma juventude punk forjada
sob o olhar da classe média de Brasília, centro do poder no período militar, um
grupo de amigos, conhecidos como a Turma da Colina, tinha muito para dizer.
Cultos, com formação em bons colégios, viajados, eles foram se encantar logo
pela anarquia punk.
Natural numa cidade em que a impunidade era comum para quem está tão próximo ao
poder. A Legião Urbana surgiu
nesse cenário, na sequência de dois projetos musicais cujos nomes eram tão
opostos quantos complementares: Aborto Elétrico e Trovador Solitário. Em comum
entre eles, a figura de Renato Russo, cuja personalidade poderia ser deduzida a
partir destas personas artísticas
que ele havia criado e batizado. Da Turma da Colina, se juntaram a ele Marcelo
Bonfá e Dado Villa-Lobos. Com o trio, o núcleo criativo se constituiu e daí uma
nova história começa para os três.
Brasília
era ainda uma ilha cultural em relação ao resto do país. Afora a genialidade da
arquitetura de Oscar Niemeyer, até 1978, a história curta da nova capital
não lhe atribuíra ainda nenhum momento particularmente brilhante nas artes, até
porque não havia sido formada a primeira geração de artistas brasilienses.
Estes estavam surgindo, justamente ali, com a cara que aquelas duas primeiras
décadas tinha tido na cidade. Começa-se, então, a saber, que a capital tem um
olhar muito particular sobre o país que a cerca. Naturalmente, esse ponto de
vista se apresenta pelos gritos jovens. O primeiro alvo, lógico, era o
vestibular. Passando por ele, Brasília também entraria na vida adulta.
“Química” era um dos hinos do Aborto Elétrico e foi a primeira canção daquela
turma a ser gravada em fonograma e lançada em LP e K7 por todo o país. A
responsabilidade disso foi de “amigos que estavam lá no Rio”, os Paralamas do
Sucesso. Naquele momento, os ouvidos do Sul descobriam um novo jeito de se
escrever letras e de se cantar. Esse novo modo vinha acompanhado de assinatura:
Renato Russo. Não tardou para que Jorge Davidson, o cara que lançara os
Paralamas do Sucesso, quisesse lançar também aquela nova joia que surgia na sua
frente. Logo em seguida, eram eles, Renato, Dado e Marcelo, que estavam de
mudanças para o Rio. Contrato assinado, chance de gravar um disco e a tal
história começa a não ser só dos três, mas de uma geração inteira.
Ideologia:
A
Legião Urbana foi formada numa época muito complicada da história do Brasil:
regime militar, e por esse motivo, acredito eu, as músicas deles são muito
críticas e expõem muito a opinião da juventude dos anos 80. Rebeldes e
sensatos. Acho que esses são os adjetivos que eu daria para a Legião Urbana.
Um dos
valores dessa banda é a opinião própria e a independência, que revela identidade,
algo muito essencial na nossa vida. Por isso a Legião cativou e ainda cativa
tantos jovens que se identificaram com suas músicas e com suas mensagens
libertadoras, que além de legais, nos ensinam muitas coisas, nos fazem parar
para refletir em temas que para a sociedade, e principalmente o Governo, é uma
ferida inflamada que parece não ter cura.
Apesar de
Renato Russo ter sido ateu, seus princípios e concepções, não são precisamente
cristãos, mas em alguns momentos se relacionam com Deus, pois ficava claro em algumas
músicas o principal ensinamento da vida: amar ao próximo como a ti mesmo.
Conclusão:
Então é
isso, apesar da Legião Urbana ter tido o seu auge nos anos 80, suas marcas
dificilmente se apagarão, ainda que nesses tempos não se escute muita motivação,
conceitos e mudanças verdadeiras das autoridades. Eu amo essa banda, então eu
sou suspeita de falar qualquer coisa sobre a letra das músicas, pois eu gosto e
me inspiro em todas, mas tem uma que é em particular, a inspiração da minha
vida, e com toda a licença, a adotei:
Tempo Perdido
Todos os
dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Todos os
dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Nosso suor
sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Então me
abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho
medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Tão
Jovens! Tão Jovens!...
Maria Gabriela de Carvalho Leal – nº 21
– 8º ano
ResponderExcluirEsse texto ficou muito bom, ela escreve muito bem e eu adoro a Legião.
Dandara 8o. ano
Maria, eu achei o texto ótimo, adorei o fato de você fazer da Legião Urbana, assim como você, eu também adoro. O texto ficou muito bom, mas eu achei um pouco confuso, mesmo eu sabendo bastante sobre a banda... Só da uma olhada nisso, mas esta muito legal, parabéns.
ResponderExcluirGiulia 9o ano.