quarta-feira, 13 de março de 2013

Legião Urbana





Eu comecei a gostar da Legião Urbana, porque meu pai escuta e gosta muito, e eu comecei a gostar muito e a escutar também. A primeira música que eu escutei deles foi “Eduardo e Mônica”, quando eu era bem pequenininha: meu pai estava cantando no Karaokê, numa festa e eu achei legal.  Mas só agora é que eu comecei a me apaixonar mesmo pelas músicas e principalmente pela voz do Renato Russo. 

          Biografia (por Bruno Maia):
“E nossa história não estará
pelo avesso assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver.
Temos muito ainda por fazer,
não olhe pra trás.
Apenas começamos”.
trecho de "Metal Contra as Nuvens"

Renato Russo gostava de uma história. Gostava de contá-las, de pintar a vida através de narrativas. Sua especialidade eram as canções. Ele sabia que a todo instante o nosso futuro recomeça e, assim, as histórias, quando são boas, nunca têm um fim. A Legião Urbana é uma delas. Uma história que precisou de dois amigos fiéis para ser escrita a seis mãos: Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá. Como as grandes histórias podem ser contadas de diversas formas, dependendo de quem as conta, a da Legião Urbana também. Uma delas é assim.
Vindos de uma juventude punk forjada sob o olhar da classe média de Brasília, centro do poder no período militar, um grupo de amigos, conhecidos como a Turma da Colina, tinha muito para dizer. Cultos, com formação em bons colégios, viajados, eles foram se encantar logo pela anarquia punk. Natural numa cidade em que a impunidade era comum para quem está tão próximo ao poder. A Legião Urbana surgiu nesse cenário, na sequência de dois projetos musicais cujos nomes eram tão opostos quantos complementares: Aborto Elétrico e Trovador Solitário. Em comum entre eles, a figura de Renato Russo, cuja personalidade poderia ser deduzida a partir destas personas artísticas que ele havia criado e batizado. Da Turma da Colina, se juntaram a ele Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos. Com o trio, o núcleo criativo se constituiu e daí uma nova história começa para os três.
Brasília era ainda uma ilha cultural em relação ao resto do país. Afora a genialidade da arquitetura de Oscar Niemeyer, até 1978, a  história curta da nova capital não lhe atribuíra ainda nenhum momento particularmente brilhante nas artes, até porque não havia sido formada a primeira geração de artistas brasilienses. Estes estavam surgindo, justamente ali, com a cara que aquelas duas primeiras décadas tinha tido na cidade. Começa-se, então, a saber, que a capital tem um olhar muito particular sobre o país que a cerca. Naturalmente, esse ponto de vista se apresenta pelos gritos jovens. O primeiro alvo, lógico, era o vestibular. Passando por ele, Brasília também entraria na vida adulta. “Química” era um dos hinos do Aborto Elétrico e foi a primeira canção daquela turma a ser gravada em fonograma e lançada em LP e K7 por todo o país. A responsabilidade disso foi de “amigos que estavam lá no Rio”, os Paralamas do Sucesso. Naquele momento, os ouvidos do Sul descobriam um novo jeito de se escrever letras e de se cantar. Esse novo modo vinha acompanhado de assinatura: Renato Russo. Não tardou para que Jorge Davidson, o cara que lançara os Paralamas do Sucesso, quisesse lançar também aquela nova joia que surgia na sua frente. Logo em seguida, eram eles, Renato, Dado e Marcelo, que estavam de mudanças para o Rio. Contrato assinado, chance de gravar um disco e a tal história começa a não ser só dos três, mas de uma geração inteira.
Fonte: http://www.legiaourbana.com.br  (site oficial) - Data de acesso: 04/03/2013

Ideologia:
            A Legião Urbana foi formada numa época muito complicada da história do Brasil: regime militar, e por esse motivo, acredito eu, as músicas deles são muito críticas e expõem muito a opinião da juventude dos anos 80. Rebeldes e sensatos. Acho que esses são os adjetivos que eu daria para a Legião Urbana.
Um dos valores dessa banda é a opinião própria e a independência, que revela identidade, algo muito essencial na nossa vida. Por isso a Legião cativou e ainda cativa tantos jovens que se identificaram com suas músicas e com suas mensagens libertadoras, que além de legais, nos ensinam muitas coisas, nos fazem parar para refletir em temas que para a sociedade, e principalmente o Governo, é uma ferida inflamada que parece não ter cura.
Apesar de Renato Russo ter sido ateu, seus princípios e concepções, não são precisamente cristãos, mas em alguns momentos se relacionam com Deus, pois ficava claro em algumas músicas o principal ensinamento da vida: amar ao próximo como a ti mesmo.

Conclusão:
Então é isso, apesar da Legião Urbana ter tido o seu auge nos anos 80, suas marcas dificilmente se apagarão, ainda que nesses tempos não se escute muita motivação, conceitos e mudanças verdadeiras das autoridades. Eu amo essa banda, então eu sou suspeita de falar qualquer coisa sobre a letra das músicas, pois eu gosto e me inspiro em todas, mas tem uma que é em particular, a inspiração da minha vida, e com toda a licença, a adotei:

Tempo Perdido


Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Tão Jovens! Tão Jovens!...



Fonte: http://letras.mus.br/legiao-urbana/1447916/ - Data de acesso: 04/02/2013



Maria Gabriela de Carvalho Leal – nº 21 – 8º ano

2 comentários:


  1. Esse texto ficou muito bom, ela escreve muito bem e eu adoro a Legião.

    Dandara 8o. ano

    ResponderExcluir
  2. Maria, eu achei o texto ótimo, adorei o fato de você fazer da Legião Urbana, assim como você, eu também adoro. O texto ficou muito bom, mas eu achei um pouco confuso, mesmo eu sabendo bastante sobre a banda... Só da uma olhada nisso, mas esta muito legal, parabéns.

    Giulia 9o ano.

    ResponderExcluir